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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Coisas por ai...

Há tantas coisas para escrever que até me perco por onde começar. Que tal odiar um pouco? Odeio Enem, vestibular, estar com quase 25 anos e não saber o que quero da minha vida. O que aconteceu? Enfim, coisas por ai...
Esses últimos meses estão sendo tão corridos para mim que nem consigo escrever, que é o melhor hábito que eu trouxe de minha adolescência. Ando somente com aquelas apostilas chatas de vestibulando e lendo revistas VEJA e derivados para me aualizar um pouco desse ma tundo... Aqui, infelizmente não consigo acompanhar o ritmo de vida normal, de pessoas normais... o jornal HOJE passa por volta das 11h, jornal Nacional, por volta das 18h, enfim, quem consegue? Quero civilidade novamente.
Ando tentando me habituar com tantas coisas diferentes, mas... coisas por ai...
Queria ter comentado sobre a política, mas a internet é mais lenta que carroça, e não pude rir das coisas que se passam nessa terra.
Ando pensando, repensando e tentando desvendar alguns mistérios, principalmente os que tem a ver com profissionalismo e profissão... me encontro em dúvidas novamente... como aquela adolescente sem cor, nublada, que terminou o segundo grau. Pior, já nem o chamam assim, agora é ensino médio...
Mas tenho me sentido tão parecida com aquela Nathália de 8 anos atrás que quase me perco nessa minha multipluridade... enfim, sou meio cíclica, ao menos parece. Acabo sempre voltando para pontos que deveriam ficar realmente bem distantes...
Tantas coisas acontecendo e eu querendo mergulhar de cabeça nas histórias dos livros, com seus personagens de vidas perfeitas, belezas sem igual, e encantadores olhos que mudam de cor... Eu viajo! Embarco na onda e não consigo parar... me vejo presa entre linhas pretas de letras com sentido, mas sem vida. Em páginas brancas que dançam a música do surreal... Adoro isso...
Ver cores onde só existe cinza; ver alma, onde há o vazio... Eu vivo no paralelo... no mundo das imagens, das idéias, das letras, das frases soltas perdidas em diálogos inexistentes. Eu vivo do meu jeito, mesmo fantasiando ou sonhando cada palavras que leio.
Essa sou eu... eu essa é a que estou?

sábado, 9 de outubro de 2010

De volta à ativa

Já chegou a primavera e eu nem vi o tempo passar... Senti saudade das cores das letras na tela, e de suas curvas sinuosas de significado. Senti falta desse cheiro: LIBERDADE DE SER. Mas aqui estou de novo, para recuperar o meu espaço, pois o tempo... esse, meu bem, não se recupera.
Estava a divagar por um blog aqui e outro ali e voltei ao meu refúgio, ou seria esconderijo? Sei que voltei ao ponto que sempre retorno para sentir-me motivada a escrever, pena que o abandono se apoderou dele também, mas creio que voltará a nos dar fôlego com suas letras como uma sopa, que traz frases ( eu estou viajando aqui...).
SAbe do que sinto mais falta? De ser quem eu sempre fui. Ser solta, ser leve, ser... de escrever e existir, e digo, ultimamente não tenho conseguido existir em palavras, deixei o ritmo frenético da vida me acizentar de tal forma, que tem sido difícil me repintar, por isso tenho tentado uma AQUARELA... cores mais leves...
Há tantas coisas a escrever, mas não dá para fazer isso em um único dia, pois nossa existência não é um trailer com os melhores momentos, mas sim o filme com o enredo completo.
De volta à ativa!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Run and fall

Sabe aquela sensação que temos quando fechamos os olhos e parecemos correr? Correr sem rumo, sem direção, sem um porque, apenas correr. Já sentiu essa liberdade? Vamos fazer um exercício, ok?! Primeiro feche os olhos...
Pode ser que dê certo comigo porque esvazio meus pensamentos, tenha certeza, isso é uma fuga! Fecho os olhos, me concentro, crio um lugar; ME TRANSPORTO. E agora... simplesmente corro. Corro para alcançar algo que meus olhos não contemplam, corro... Corro cada passo, respiração milimetricamente compassada, coração? Um descompasso. Corro com pensamentos soltos, palavras entrecortadas, fios soltos, acelero.
Fecho os olhos e me liberto, corro cada vez mais rápido, mais sem significado, com mais relutância, simplesmente corro. Corro de olhos fechados para tentar pegar fôlego, para tentar colocar os pensamentos em ordem, corro! De repente sinto lágrimas descendo das nuvens, lágrimas... Olho um céu cinza, triste, com lágrimas cada vez mais fortes, e me dá mais combustível para correr... então corro; corro sem pedir socorro, sem pensar em meu curpo, num torpor inebriante. ME LIBERTO.
Você consegue sentir? Eu sinto! Cada pensamento insano, cada corrida repensada, cada vento simulado, eu sinto! Corro como se não tivesse mais ar.... Corro buscando meu próprio ar, apenas corro. Corro como se não houvesse ninguém no mundo, corro como se não houvessem julgamentos; corro com músicas não tocadas, corro com músicas ritmadas, ritmos ainda não inventados. ME CONVENÇO.
Continuo correndo, pois parece que é só o que consigo fazer, só o que consigo alcançar, só o que consigo pensar, só o que consigo ser. De repente meu chão se abre, sinto uma sensação diferente, mas sei que continuo correndo. Assim, eu CAIO.
Quando posso abrir os olhos? Quando posso parar de sentir? Quando posso para de imaginar? Não consigo... A sensação se torna forte, sem ter abrigo... ME CUBRO.
Então percebo que isso não passou de mais um sonho confuso. Um sonho bom? Um sonho ruim? Não sei... Apenas sei que sonho isso ainda acordada...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Apresentação

Já me cansei de tantas vezes que tive que me apresentar e reapresentar em blogs e derivados, vejo isso como aprender e reaprender, se é que isso realmente existe ou importa. Talvez cada fase mereça um apelo especial, mereça um click diferente, enfim, mas as vezes isso cansa, ainda mais quando você tem tantas faces, tantos nomes, tantos eus que já não sabe se reconhecer. Tudo é avesso, tudo é frenético, tudo é palavra, disso eu sei muito bem. Sou inquieta, impaciente e inconstante... é... parece que sou vários, ou tenho, pode-se dizer, vários in's em minhas fases, ou definições. Que seja! Minha inquietude não me permite pensar em diversos momentos, por isso escrever sempre foi uma boa saída, talvez a melhor, mas longe de mim querer ser uma escritora, isso na verdade pode ser assunto para mais de post (permitam-me a crição).
Sou apaixonada por tudo que conta... gosto de livros e suas histórias que me transportam para o surreal; gosto de músicas, pois sempre me acompanham por um momento, embora eu saiba que a vida real não tem trilha sonora, acreditem, a minha tem!; gosto de blogs e suas foforices, textos, fotos, histórias, reais paupáveis ou não; e principalmente, amo filmes, principalmente os água-com-açúcar, quem não gosta? Amo sofrer com a mocinha, pois sei que no final ela vai alcançar o que desejar, choro horrores, mas é interessante. Acreditem, sei que amo o paralelo. Gosto dessas criações, dessas coisas que parecem impossíveis, pois crio em cima disso, sonho, flutuo, viajo, vou pra longe, e esqueço tudo que não se encaixa dentro disso.
Bom? Acreditem (acho que estou usando muito isso para que eu mesma possa acreditar), de bom isso não tem nada, pois sempre crio mundos paralelos e esqueço um pouco da realidade. MAneira de vida? Não é a melhor, mas muitas das vezes é a que me é agradável. Uso isso em tantas situações que muitas das vezes preciso parar, respirar, me situar e saber quem realmente sou, adoro personagens. Está aí, sempre sonhei, talvez por ser grande demais para o corpo que ocupo... vejo em mim uma imensidão, muitas das vezes devastadora, uma imensidão que não sabe se sufocar, não sabe se calar, não sabe abandonar, não sabe... simplesmente, precisa ser, criar, sair, expor, desvelar (se é que desvelo me premite criar verbos, adoro verbos!).
Sempre gostei de escrever... assim me sinto viva. Interessante isso, para mim, é claro! Passo tempos sem escrever alguma coisa, me sinto cinza, opaca, vazia, sem cor, uma verdadeira sobrevida. Gosto de criar cores, sabores, lugres, gestos, e apreciá-los. Quando consigo, os sinto, os respiro. Ninguém nunca sabe quando é seu fim, mas sei que o meu é quando não posso me permitir às letras... ah... fico sem vida, sem graça, sem meu halo (usem o dicionário, por favor, rs!), e assim tenho me sentido...
EStou em transição, e as transições nem sempre são tão explicáveis, embora sejam as mais belas, pode-se dizer'das próprias estações, outono e primavera, embora crio que eu esteja mais no outono, folhas caindo, amarelas, opacas, nem frio e nem quente, espero chegar com vontade à primavera... EStou naquela de vinte e poucos, e em breve vinte e mais alguns, e muitas mudanças... formada, de senhorita para senhora, de pais para marido, um pouco confuso tudo isso, por isso escrevo, que é tão inebriante quanto a sensação de estar correndo por entre árvores, sentindo o vento bater lentamente em meu cabelos e beijar o meu rosto...
Enfim, acho que passaria horas a fio discorrendo sobre mim, meus pensamentos... mas vamos deixar para outro dia?