Já me cansei de tantas vezes que tive que me apresentar e reapresentar em blogs e derivados, vejo isso como aprender e reaprender, se é que isso realmente existe ou importa. Talvez cada fase mereça um apelo especial, mereça um click diferente, enfim, mas as vezes isso cansa, ainda mais quando você tem tantas faces, tantos nomes, tantos eus que já não sabe se reconhecer. Tudo é avesso, tudo é frenético, tudo é palavra, disso eu sei muito bem. Sou inquieta, impaciente e inconstante... é... parece que sou vários, ou tenho, pode-se dizer, vários in's em minhas fases, ou definições. Que seja! Minha inquietude não me permite pensar em diversos momentos, por isso escrever sempre foi uma boa saída, talvez a melhor, mas longe de mim querer ser uma escritora, isso na verdade pode ser assunto para mais de post (permitam-me a crição).
Sou apaixonada por tudo que conta... gosto de livros e suas histórias que me transportam para o surreal; gosto de músicas, pois sempre me acompanham por um momento, embora eu saiba que a vida real não tem trilha sonora, acreditem, a minha tem!; gosto de blogs e suas foforices, textos, fotos, histórias, reais paupáveis ou não; e principalmente, amo filmes, principalmente os água-com-açúcar, quem não gosta? Amo sofrer com a mocinha, pois sei que no final ela vai alcançar o que desejar, choro horrores, mas é interessante. Acreditem, sei que amo o paralelo. Gosto dessas criações, dessas coisas que parecem impossíveis, pois crio em cima disso, sonho, flutuo, viajo, vou pra longe, e esqueço tudo que não se encaixa dentro disso.
Bom? Acreditem (acho que estou usando muito isso para que eu mesma possa acreditar), de bom isso não tem nada, pois sempre crio mundos paralelos e esqueço um pouco da realidade. MAneira de vida? Não é a melhor, mas muitas das vezes é a que me é agradável. Uso isso em tantas situações que muitas das vezes preciso parar, respirar, me situar e saber quem realmente sou, adoro personagens. Está aí, sempre sonhei, talvez por ser grande demais para o corpo que ocupo... vejo em mim uma imensidão, muitas das vezes devastadora, uma imensidão que não sabe se sufocar, não sabe se calar, não sabe abandonar, não sabe... simplesmente, precisa ser, criar, sair, expor, desvelar (se é que desvelo me premite criar verbos, adoro verbos!).
Sempre gostei de escrever... assim me sinto viva. Interessante isso, para mim, é claro! Passo tempos sem escrever alguma coisa, me sinto cinza, opaca, vazia, sem cor, uma verdadeira sobrevida. Gosto de criar cores, sabores, lugres, gestos, e apreciá-los. Quando consigo, os sinto, os respiro. Ninguém nunca sabe quando é seu fim, mas sei que o meu é quando não posso me permitir às letras... ah... fico sem vida, sem graça, sem meu halo (usem o dicionário, por favor, rs!), e assim tenho me sentido...
EStou em transição, e as transições nem sempre são tão explicáveis, embora sejam as mais belas, pode-se dizer'das próprias estações, outono e primavera, embora crio que eu esteja mais no outono, folhas caindo, amarelas, opacas, nem frio e nem quente, espero chegar com vontade à primavera... EStou naquela de vinte e poucos, e em breve vinte e mais alguns, e muitas mudanças... formada, de senhorita para senhora, de pais para marido, um pouco confuso tudo isso, por isso escrevo, que é tão inebriante quanto a sensação de estar correndo por entre árvores, sentindo o vento bater lentamente em meu cabelos e beijar o meu rosto...
Enfim, acho que passaria horas a fio discorrendo sobre mim, meus pensamentos... mas vamos deixar para outro dia?
Confesso que corri ao dicionário para ler e definição de "desvelo" e gostei do que li. Combinou!
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Eu não creio que uma pessoa de muitos significados possa se perder em meio aos próprios signos. As várias facetas formam o produto de uma vida inteira de experiências únicas.
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Começou a mudar o mundo, N.L.?